O IMPACTO DAS PRÁTICAS INTEGRATIVAS E COMPLEMENTARES EM SAÚDE (PICS) NO TRATAMENTO DA DEMÊNCIA: UMA OVERVIEW
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Keywords

Demência
medicina alternativa
idosos
práticas integrativas

How to Cite

Silvestri, I., Saldanha, L. F. V., Saldanha, L. M. V., & Costa, A. M. da. (2024). O IMPACTO DAS PRÁTICAS INTEGRATIVAS E COMPLEMENTARES EM SAÚDE (PICS) NO TRATAMENTO DA DEMÊNCIA: UMA OVERVIEW. REVISTA FOCO, 17(6), e5300. https://doi.org/10.54751/revistafoco.v17n6-015

Abstract

Introdução: Dados da OMS indicam que a população mundial afetada pela demência já ultrapassa 50 milhões de pessoas, representando um problema de saúde pública que necessita ser enfrentado com intervenções que apresentem o melhor custo-benefício-malefício possível. Nesse contexto, se faz necessário avaliar se as Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS) que são oferecidas pelo SUS (Sistema Único de Saúde) podem contribuir na atenção à saúde dos pacientes com essa síndrome clínica. Metodologia: Foi realizada um overview (revisão de revisões sistemáticas) de artigos em português, inglês e espanhol utilizando as bases de dados SCOPUS, MEDLINE e LILACS, com descritores específicos, sem corte temporal e que respondessem à pergunta de pesquisa: “as PICS apresentam alguma beneficência para os indivíduos que apresentam quadro de demência?” Resultados: A amostra final incluiu 5 revisões sistemáticas. Uma das revisões sugere que o Tai Chi possui impacto positivo nas funções cognitivas. Outros dois artigos indicam efeitos positivos da musicoterapia e duas outras revisões sugerem evidências, estatisticamente significantes, de beneficência no uso de terapias não farmacológicas, porém de pequena magnitude. Conclusão: As revisões incluídas nesse overview sugerem que, das PICS avaliadas, a Musicoterapia, o Tai Chi e a Aromaterapia têm lugar na atenção aos pacientes que sofrem com essa relevante síndrome clínica. Entretanto, esses resultados devem ser vistos com cautela devido à pequena quantidade de estudos realizados, assim como pela qualidade dos mesmos. Mas devido à ausência de maleficências e pelo seu baixo custo, mesmo com a necessidade de mais e melhores investigações, essas três práticas devem ser ofertadas aos pacientes que apresentem quadro de demência, particularmente nos graus leve e moderado.

https://doi.org/10.54751/revistafoco.v17n6-015
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