VERIFICAÇÃO DOS TIPOS DE TRAUMAS MAIS RECORRENTES NOS ACIDENTES POR MOTOCICLETAS NO OESTE CATARINENSE NO PERÍODO DE 2015 A 2020
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Keywords

Acidentes de trânsito
motocicletas
epidemiologia
saúde pública

How to Cite

dos Santos, B. F., Yamauchi, M. A., Cesca Júnior, J., Mercado Lobo, L. M., Puhle, J. G., & e Silva, D. T. de R. (2023). VERIFICAÇÃO DOS TIPOS DE TRAUMAS MAIS RECORRENTES NOS ACIDENTES POR MOTOCICLETAS NO OESTE CATARINENSE NO PERÍODO DE 2015 A 2020. REVISTA FOCO, 16(11), e3319. https://doi.org/10.54751/revistafoco.v16n11-160

Abstract

Este estudo foi delineado com o foco na identificação dos tipos de traumas mais recorrentes nos acidentes com motocicletas no Oeste Catarinense, bem como verificação do perfil dos condutores e garupas. Foram analisadas as ocorrências atendidas pelo corpo de bombeiros responsável pela assistência à região do Oeste Catarinense, entre o período de 01 de janeiro de 2015 a 31 de dezembro de 2020. Foram obtidas 21728 ocorrências, das quais 6798 estavam relacionadas a acidentes motociclísticos. Após leitura criteriosa com a aplicação dos critérios de exclusão foram selecionados 4746 boletins. Foi possível observar que entre as vítimas, a maioria dos condutores são adultos-jovens com idade entre 18 e 35 anos do sexo masculino (49,80%), enquanto que a maioria dos passageiros são do sexo feminino (60,32%) com predomínio da faixa etária 18 a 25 (43,53%). Além disso, os sinistros do tipo moto versus carro e as quedas foram os mais frequentes e os segmentos anatômicos mais acometidos foram os membros inferiores, membros superiores e a cabeça e pescoço, com escoriações e fraturas como as lesões mais frequentes. No que diz respeito aos dias da semana, os registros de acidentes foram mais prevalentes às quintas e sextas-feiras, enquanto que os sábados e domingos foram os dias com menores números de ocorrências. Com este estudo demonstramos a necessidade de intensificar as campanhas educativas, além de reforçar a importância dos registros completos, uma vez que podem colaborar com os estudos epidemiológicos.

https://doi.org/10.54751/revistafoco.v16n11-160
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